DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DA PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

Galileo Adeli Buriol, Valduíno Estefanel, Álvaro Chagas de Chagas

Resumo


Estudou-se a distribuição espacial das precipitações pluviométricas no Estado do Rio Grande do Sul, analisando-se os resultados dos principais trabalhos sobre precipitação pluviométrica no Estado, na ordem cronológica de suas publicações. Constatou-se que, desde os primeiros estudos, período 1930 a 1961, apesar de terem sido realizados com dados de um número reduzido de anos e de um menor número de estações meteorológicas disponíveis, a distribuição geográfica das precipitações pluviométricas foi muito bem definida, assim como as suas causas: os totais médios mais baixos ocorrem no Litoral Sul, Campanha e Baixo Vale do Uruguai, em torno de 1200mm a 1400mm anuais, os totais médios mais elevados na Serra do Nordeste e partes de maiores altitudes do Planalto, em torno de 2000mm a 2200mm anuais, e, nas outras Regiões, os totais médios anuais são intermediários a esses, oscilando principalmente em função da altitude. Os primeiros trabalhos restringiram-se ao estudo da distribuição geográfica das médias dos totais anuais e estacionais. Somente em 1977, surgiu o primeiro trabalho publicado com a distribuição das médias dos totais mensais e, em 1989, as cartas das médias dos totais de cada decêndio para os doze meses do ano. Em 1994 e 1996, foram publicados estudos da distribuição espacial da variabilidade dos totais anuais, dos totais máximos e mínimos absolutos anuais, da probabilidade de ocorrência de um total anual igual ou maior do que 1000mm, 1200mm, 1400mm e 1600mm e da probabilidade de ocorrência do total de precipitação pluviométrica igual ou maior do que o total de evapotranspiração potencial para os meses de setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, março, abril e maio. As precipitações pluviométricas no Estado ocorrem de forma bastante uniforme ao longo do ano, são influenciadas de forma significativa pela altitude e, embora possam ocorrer deficiências hídricas nos meses mais quentes, em média as precipitações são maiores do que a evapotranspiração.


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DOI: https://doi.org/10.37781/vidya.v24i41.424

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