FEMINISMO TRANSNACIONAL E A CRISE DO NEOLIBERALISMO: ESPAÇOS, PRÁTICAS, SUBJETIVIDADES
DOI:
https://doi.org/10.37782/thaumazein.v19i37.5655Palabras clave:
Feminismo Transnacional; Neoliberalismo; Liberdade Feminina; Práticas PolíticasResumen
O texto analisa a liberdade feminina no contexto da crise contemporânea do neoliberalismo, compreendido não apenas como doutrina econômica, mas como uma racionalidade política e moral que permeia instituições, subjetividades e formas de governo. A partir de um diálogo crítico com o debate sobre as relações entre feminismo e neoliberalismo, examina-se os processos de adaptação e captura das reivindicações feministas pelo chamado “neoliberalismo progressista”, bem como as reações conservadoras e antifeministas que emergem em cenários autoritários recentes. Sustenta-se que, após a crise de 2008, o neoliberalismo não entrou em colapso, mas se reconfigurou como governo permanente da crise, articulando austeridade, financeirização, moralização da vida social e recrudescimento patriarcal. Nesse contexto, destaca-se o caráter subversivo das práticas feministas transnacionais, especialmente na América Latina, onde a racionalidade neoliberal se impôs de forma autoritária e colonial. Ao mobilizar experiências como os feminismos comunitários, eco-territoriais e as greves feministas, a análise evidencia formas de resistência enraizadas na reprodução da vida, no cuidado e na construção de alianças transfronteiriças. Por fim, propõe-se uma concepção de liberdade feminina como prática relacional e política, irredutível à lógica do mercado, orientada pela criação de espaços comuns capazes de desafiar a hegemonia neoliberal e suas formas de dominação.
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