REPOLITIZAR A VIDA: DIREITO E EDUCAÇÃO COMO RESISTÊNCIAS (ANTI OU CONTRA) POLÍTICAS AO NEOLIBERALISMO
DOI:
https://doi.org/10.37782/thaumazein.v19i37.5654Palavras-chave:
Direito; Educação; Neoliberalismo; Antipolítica; ContrapolíticaResumo
O artigo propõe a repolitização da vida a partir da compreensão do direito e da educação como práticas anti ou contrapolíticas como resistência à racionalidade neoliberal. Para isso, parte da distinção entre a política e o político, bem como da noção de partilha do sensível, para mostrar que ambos os campos - jurídico e educacional - não são neutros, mas arenas hegemônicas de disputa, estabilização ou subversão dos antagonismos sociais. Assim, argumenta que o neoliberalismo opera como forma de governo que captura subjetividades e desloca a política para a gestão individual, convertendo o direito em instrumento de conformidade e a educação em capital humano. Diante desse cenário, propõe compreender direito e educação como máquinas de guerra para a reativação do dissenso; reabrir o espaço público; e a criação de subjetividades capazes de reafirmar modos de vida não governáveis pela lógica competitivo-concorrencial. Assim, o direito pode funcionar como linguagem do dissenso e proteção mínima da vida; a educação, como experiência formativa que produz sujeitos capazes de disputar hegemonias. A repolitização da vida, nesse contexto, exige práticas ético-estético-políticas que reorganizem o sensível, reinventem o comum e afirmem a democracia como campo agonístico sempre inacabado. Direito e educação, tomados como contrapolíticas, tornam-se, portanto, condições de possibilidade para a sustentação de modos de existência resistentes ao neoliberalismo.
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