O CORPO DA MULHER COMO LOCAL DE CONTROLE PATRIARCAL
DOI:
https://doi.org/10.37782/thaumazein.v19i37.5658Palabras clave:
Corpo Feminino; Biopolítica; Neoliberalismo; Direitos ReprodutivosResumen
O texto analisa o corpo da mulher como locus privilegiado de controle patriarcal, situado na intersecção entre práticas de governo, técnicas biopolíticas e racionalidade neoliberal. A partir da narrativa distópica de The Handmaid’s Tale, de Margaret Atwood, examina-se como dispositivos de poder transformam corpos femininos em objetos funcionais à reprodução e à gestão da vida, evidenciando dinâmicas contemporâneas de disciplina, vulnerabilidade e violabilidade. Articula-se contribuições da teoria feminista, da biopolítica e da crítica jurídica para demonstrar como dicotomias clássicas - público e privado, produção e reprodução, natureza e artificialidade - são reconfiguradas no neoliberalismo, convertendo o corpo feminino em espaço de disputa econômica, jurídica e simbólica. A análise se estende às cadeias globais de cuidado, à terceirização reprodutiva e às desigualdades transnacionais que afetam sobretudo mulheres racializadas e migrantes, revelando a persistência de formas sutis e difusas de dominação. No plano jurídico, problematiza-se a contingência histórica dos direitos fundamentais, com especial atenção aos direitos reprodutivos, discutindo-se retrocessos recentes, como a decisão Dobbs v. Jackson nos Estados Unidos, e contrapondo-os aos processos emancipatórios em curso na América Latina. Conclui-se pela necessidade de uma cultura de direitos dinâmica e performativa, capaz de desvelar a violência simbólica que naturaliza a objetivação dos corpos femininos e de reafirmar o caráter político do pessoal.
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