ALÉM DO FAUSTO E DO HYPE: SOBRE IMAGINÁRIOS E NARRATIVAS NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
DOI:
https://doi.org/10.37782/thaumazein.v19i37.5651Palabras clave:
Inteligência Artificial; Imaginários Tecnológicos; Trabalho Digital; Regulação da TecnologiaResumen
O texto analisa criticamente os imaginários, narrativas e disputas políticas em torno da inteligência artificial contemporânea, propondo uma leitura que ultrapassa tanto o entusiasmo tecnoutópico quanto o alarmismo distópico. A partir de referências da cibernética, da sociologia da tecnologia e da economia política, o texto examina os modelos de linguagem de larga escala como dispositivos técnicos que operam fundamentalmente por recombinação estatística da linguagem, problematizando a ideia de inteligência, autonomia e neutralidade associada a essas tecnologias. O debate sobre os chamados “papagaios estocásticos” é articulado às transformações do trabalho cognitivo, às controvérsias sobre direitos autorais e às condições materiais e exploratórias que sustentam a produção da IA. Discute-se ainda o papel do hype e do animismo tecnológico na consolidação de ideologias como o TESCREAL, bem como os impactos geopolíticos da IA, a disputa em torno dos semicondutores e os conflitos regulatórios expressos no AI Act europeu. Ao mobilizar a metáfora da “caixa-preta”, enfatiza-se a necessidade de abordagens interdisciplinares e críticas capazes de reencantar politicamente a tecnologia, abrindo espaço para imaginar formas alternativas de governança, produção e uso da inteligência artificial orientadas por justiça social, ambiental e democrática.
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