SUBJETIVAÇÕES POLÍTICAS NOS ESPAÇOS URBANOS
DOI:
https://doi.org/10.37782/thaumazein.v19i37.5650Palabras clave:
Subjetivação Política; Espaço Urbano; Heterotopia; Direito à CidadeResumen
O texto discute a constituição de subjetivações políticas nos espaços urbanos, examinando como práticas sociais concretas reconfiguram a normatividade que estrutura a vida nas cidades. Partindo do debate sobre o “direito à cidade”, argumenta-se que a política urbana contemporânea se afirma para além da clássica lógica de inclusão e exclusão, operando uma dinâmica seletiva, instável e plural de pertencimentos. Evidencia-se que os sujeitos não preexistem à cena política, mas se constituem performativamente ao ocupar, atravessar e ressignificar o espaço urbano. As heterotopias, os atravessamentos e as práticas infragovernamentais demonstram que resistências, adaptações e agenciamentos cotidianos produzem fissuras no ordenamento urbano e nos discursos institucionalizados. Exemplos como a reinvenção dos subúrbios por imigrantes latino-americanos ou os processos de subjetivação de refugiados evidenciam formas de negociação e contraconduta que desestabilizam categorias rígidas de cidadania e identidade. Nesse contexto, a política aparece como acontecimento contingente, marcado pela emergência de singularidades capazes de deslocar a ordem policial. O urbano, portanto, configura-se como espaço privilegiado de experimentação democrática, no qual diferenças convivem, chocam-se e produzem novas possibilidades de vida comum.
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