Perfil nutricional, consumo alimentar e vulnerabilidade clínico-funcional de pessoas idosas acompanhadas em uma estratégia saúde da família em Santa Maria/RS
DOI:
https://doi.org/10.37777/dscs.v27n1-5705Keywords:
Alimentação; Estado Nutricional; Fragilidade; Pessoa Idosa; Saúde PúblicaAbstract
Introdução: O envelhecimento populacional e as transições epidemiológica e nutricional ampliam a necessidade de estratégias de avaliação nutricional e funcional das pessoas idosas na Atenção Primária à Saúde (APS). Objetivo: Avaliar o perfil nutricional, o consumo alimentar e a vulnerabilidade clínico-funcional de pessoas idosas acompanhadas em uma Estratégia Saúde da Família (ESF) de Santa Maria/RS. Métodos: Estudo transversal, descritivo e analítico, de abordagem quantitativa, realizado entre agosto e outubro de 2025, com 30 pessoas idosas (≥60 anos), de ambos os sexos, selecionadas por conveniência. Foram aplicados os marcadores de consumo alimentar do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), além de avaliação antropométrica, incluindo peso, altura, índice de massa corporal (IMC) e circunferência da panturrilha (CP), e do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional-20 (IVCF-20). Os dados foram analisados no software SPSS por meio de estatística descritiva e testes de associação, adotando-se nível de significância de 5% (p≤0,05). Resultados: Houve predomínio do sexo feminino (83,3%; n=25) e média de idade de 70,1 ± 6,5 anos. Observou-se elevada frequência de excesso de peso (63,3%; n=19), enquanto 36,7% (n=11) apresentaram CP reduzida. Quanto à vulnerabilidade clínico-funcional, 83,3% dos participantes apresentaram algum grau de vulnerabilidade, sendo 40,0% (n=12) classificados como de moderado risco e 43,3% (n=13) como de alto risco. O excesso de peso predominou entre aqueles classificados como de moderado (83,4%) e alto risco (61,5%). Observou-se associação estatisticamente significativa entre o consumo regular de verduras e legumes e a adequação da CP (p=0,029), com 73,9% dos participantes que relataram esse consumo apresentando CP adequada. Conclusão: A população estudada apresentou elevada frequência de excesso de peso, concomitantemente à presença de vulnerabilidade clínico-funcional e de CP reduzida. O consumo regular de verduras e legumes esteve associado à adequação da CP. Os achados destacam a aplicabilidade de medidas antropométricas e instrumentos de triagem clínico-funcional na APS para a identificação de alterações nutricionais e funcionais em pessoas idosas.
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