Avaliação do potencial nutricional do subproduto da extração oleícola em rações para tilápia-do-nilo
DOI:
https://doi.org/10.37779/nt.v27i2.5558Abstract
A crescente produção de azeite de oliva no Brasil tem resultado em um aumento significativo de resíduos agroindustriais, como o bagaço de oliva, cuja destinação inadequada pode causar inúmeros impactos ambientais. Este estudo avaliou a viabilidade do uso do bagaço de oliva como ingrediente funcional em rações para Tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus), visando o aproveitamento deste resíduo, seu potencial nutricional, além de ser uma prática sustentável. Foram formuladas rações contendo diferentes percentuais do bagaço de oliveira, sendo 0% (controle), 50% e 100%. Tilápias utilizadas neste experimento, tinham peso inicial de 1 a 5 g, as quais foram alimentadas durante 45 dias. Avaliou-se o crescimento, o perfil de ácidos graxos no músculo e alterações histológicas intestinais. As rações contendo bagaço de oliva apresentaram composição bromatológica semelhante à ração controle. Os grupos tratados com 50% e 100% de bagaço apresentaram ganho de peso e comprimento significativo, sem alterações histopatológicas intestinais. Além disso, foi observado aumento de ácidos graxos poli-insaturados (PUFAs) e redução de saturados nos peixes do grupo 100%, indicando uma melhora no valor nutricional da carne. Os resultados demonstram que o bagaço de oliva pode ser uma alternativa viável na alimentação de peixes, contribuindo para o desempenho zootécnico, a qualidade do produto final e a sustentabilidade ambiental por meio da valorização de resíduos.
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