Avaliação da citotoxidade e atividade antioxidante do extrato aquoso das folhas de Eugenia astringes cambess
DOI:
https://doi.org/10.37779/nt.v27i1.5295Keywords:
Folhas; extrato aquoso; Eugenia astringens Cambess.; ABTS, DL50; atividade microbiana e antioxidanteAbstract
O gênero Eugenia pertence à família Myrtaceae, sendo uma das famílias mais importantes devido a sua ampla distribuição em todo o território brasileiro. Algumas espécies apresentam atividades antioxidante, antifúngica, antiviral, bactericida, redutora dos níveis de triglicerídeos e colesterol. Além de terpenóides, foram descritos no gênero Eugenia substâncias fenólicas tais como taninos e flavonoides. Vale ressaltar que nas últimas décadas, têm-se observado que há um crescente interesse por substâncias polifenólicas, já que a maioria delas protegem os sistemas biológicos contra os efeitos negativos dos processos ou reações que levam à oxidação de moléculas ou estruturas celulares. Diante do exposto o objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade antioxidante in vitro pelo método de captura de radicais ABTS dos extratos aquosos das folhas de Eugenia astringens, obter a DL50 através do bioensaio com Artemia salina Leach, determinar a ação do extrato aquoso isolado e combinado com antibióticos frente a cultura de Escherichia coli BW9091 e AB 1157, avaliar os efeitos biológicos do extrato na sobrevivência de culturas da mutante Escherichia coli BW9091 contra a ação de agentes oxidantes (SnCl2 e H2O2) e comparar com a espécie selvagem (Escherichia coli AB 1157), que apresenta todos os mecanismos genéticos de reparo de DNA eficientes. Podemos concluir que a análise preliminar do extrato aquoso obteve um resultado positivo para a presença de compostos polifenólicos, dentre estes destacam-se os taninos que possuem diversas atividades farmacológicas já descritas pela literatura; o bioensaio com a Artemia salina revelou que o extrato apresentou uma alta toxicidade com DL50 de 32,3 µg mL-1 determinada pela análise de regressão linear, com coeficiente de correlação (R2) igual a 0,9745 e equação da reta y = 0,0125x+77,5926; o extrato aquoso apresentou atividade antioxidante, com valor TEAC de 3746,50 ± 210,71 µM trolox /g, determinada pela análise de regressão linear com coeficiente de correlação (R2) igual a 0,9982, equação da reta y = 0,0002X + 0,0009, com um desvio padrão relativo de 5,62 entre as medidas; o extrato não exibiu ação microbicida; as associações do extrato com os antibióticos revelaram um aumento no tamanho dos halos e diferenças destes nas cepas E. coli AB 1157 e BW9091, contudo, essas diferenças não foram significativas pelo teste de Tukey; o extrato aquoso em E. coli BW 9091, inibiu a capacidade oxidativa do cloreto estanoso e aumentou a capacidade oxidativa do peróxido de hidrogênio e em E. coli AB 11577, o extrato promoveu o aumento da capacidade oxidativa, quando associados com o cloreto estanoso e o peróxido de oxigênio.
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