Psicologia investigativa e perfil criminal: desafios éticos e práticos na análise comportamental
DOI:
https://doi.org/10.37780/ch.v27i2.5630Palavras-chave:
Psicologia Jurídica; ética profissional; criminologiaResumo
A Psicologia Investigativa é um campo de atuação da Psicologia Jurídica que se aplica às investigações criminais e que busca compreender padrões de comportamento, por meio da análise de condutas delituosas. Já o perfil criminal (criminal profiling) é uma técnica utilizada para inferir características psicológicas e comportamentais de possíveis autores de crimes, com base nas evidências da cena e do contexto do delito. Objetivo: Investigar as contribuições da Psicologia Investigativa para a compreensão de perfis comportamentais criminais relacionados à prática de condutas delituosas. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizada com cinco psicólogos atuantes na área jurídica e estudiosos da criminologia. A coleta de dados foi feita por meio de entrevistas semiestruturadas, realizadas virtualmente. A análise dos dados deu-se por meio da técnica de análise de conteúdo de Bardin (2016), a fim de identificar percepções, práticas e desafios éticos relacionados à aplicação da análise comportamental no contexto investigativo brasileiro. Resultados: Embora o perfil criminal seja uma ferramenta útil na priorização de hipóteses investigativas, sua aplicação deve estar fundamentada em evidências concretas e conduzida com rigor ético. Destaca-se que ainda existem lacunas na formação profissional e na regulamentação da Psicologia Investigativa no Brasil, o que compromete sua consolidação como prática reconhecida. Conclusão: O estudo traz o debate sobre a legitimação científica da análise comportamental criminal no sistema de justiça e reforça a importância de formações acadêmicas que promovam sua validação, reconhecimento e desenvolvimento teórico-metodológico.
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