A Escola São Carlos como patrimônio histórico, cultural e arquitetônico de Dona Francisca, RS: memória, identidade e processos de revitalização
DOI:
https://doi.org/10.37780/ch.v27i1.5488Palavras-chave:
Patrimônio cultural; Arquitetura escolar; Memória coletiva; Irmãs Palotinas; RevitalizaçãoResumo
Este artigo analisa a Escola São Carlos, localizada em Dona Francisca, Rio Grande do Sul, como patrimônio histórico, arquitetônico e cultural vinculado à atuação das Irmãs Palotinas e à formação identitária da comunidade da Quarta Colônia Imperial de Imigração Italiana. Construída em 1934, a instituição escolar exerceu papel central na vida educacional, religiosa e social do município ao longo do século XX. A pesquisa utiliza abordagem qualitativa e interdisciplinar, combinando análise documental, levantamento iconográfico, observação in loco e revisão bibliográfica sobre memória coletiva, preservação patrimonial e arquitetura escolar. Examina-se a fundação e funcionamento da instituição, sua relevância social, o impacto do incêndio de 1990 e o processo de degradação subsequente, bem como o atual projeto de revitalização proposto pelo poder público. Argumenta-se que a escola constitui um lugar de memória e um marco identitário, cujo processo de requalificação material e simbólica representa oportunidade de reconexão comunitária com sua história. O estudo evidencia que preservar a Escola São Carlos é preservar a trajetória, a identidade e a cultura franciscana.
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