Desvios ortográficos: transcrições da oralidade para a escrita

Daiane Lamana Carvalho, Célia Helena de Pelegrini Della Méa

Resumo


A oralidade é um código que permite certa informalidade, dependendo das situações comunicativas; entretanto, a escrita segue padrões de correção em vários níveis de análise. O que se propõe neste artigo é uma análise da interferência do código oral no registro escrito, no que diz respeito à ortografia. Os desvios ortográficos acontecem com muita frequência em textos de alunos do Ensino Médio. Esses desvios são fruto, em muitos casos, da transcrição da oralidade para a escrita, ou seja, os estudantes escrevem as palavras da mesma forma como as pronunciam. Neste trabalho, abordam-se redações elaboradas por alunos do 3º ano do Ensino Médio, com o propósito de analisar os equívocos ortográficos, tais como transcrição fonética, juntura e segmentação de palavras, acentuação gráfica indevida, entre outros, encontrados nesses textos. Faz-se um estudo teórico com o intuito de perceber de onde provêm esses desvios e, a partir disso, monta-se um quadro com os principais equívocos encontrados. Como principal resultado, foi possível perceber, nas redações averiguadas, que os equívocos mais recorrentes são o uso indevido de letras (s, c, ss, ç, sc, x), a marca informal da oralidade (seje, refleti, entreternimento) e a falta do acento gráfico.

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