A MARGEM COMO TERRITÓRIO DE SABER: EPISTEMOLOGIAS FEMINISTAS E A DECOLONIZAÇÃO DO PENSAMENTO LATINO-AMERICANO NO ENSINO SUPERIOR
DOI:
https://doi.org/10.37782/thaumazein.v19i38.5969Palavras-chave:
Epistemologia Feminista; Feminismo Decolonial; Colonialidade do Saber; Ensino Superior; Lugar de enunciaçãoResumo
O presente ensaio problematiza a perpetuação da colonialidade do saber, do poder e do gênero no âmbito do ensino superior, tensionando as matrizes eurocêntricas que historicamente fundamentam a produção científica e acadêmica. O objetivo central é sistematizar os principais conceitos do pensamento decolonial para reivindicar a epistemologia feminista como um instrumento ético, político e metodológico imprescindível para a decolonização do pensamento latino-americano. Metodologicamente, o texto assume a perspectiva dos saberes situados e do ensaio teórico-crítico fundamentado no lugar de enunciação da pesquisadora, como mecanismo de enfrentamento às universalidades da ciência. A tessitura teórica mobiliza intelectuais do campo decolonial para demonstrar como a universidade atua na manutenção de sistemas que sustentam lógicas excludentes e marginalizam saberes. Na sequência, articulam-se proposições de autoras latino-americanas para evidenciar a urgência de uma lente investigativa contra hegemônica, capaz de resgatar epistemologias silenciadas e denunciar o apagamento cultural mascarado pela pretensa neutralidade acadêmica. O estudo conclui que o questionamento e a reformulação estrutural nas instituições de ensino superior demandam uma práxis emancipatória alinhada à crítica decolonial. Nessa perspectiva, a epistemologia feminista consolida-se uma via necessária para reescrever narrativas hegemônicas, devolvendo o protagonismo aos(as) sujeitos(as) subalternizados(as) e transformando o espaço acadêmico em um território de emancipação e libertação intelectual.
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