Excesso de peso em crianças e adolescentes sobreviventes de leucemia linfóide aguda

Autores

  • Nithiéli Fernandes Marques
  • Franceliane Jobim Benedetti

DOI:

https://doi.org/10.37777/2254

Resumo

Com o avanço do tratamento antineoplásico, a mortalidade nos pacientes oncológicos sofreu uma queda considerável e a sobrevida aumentou, permitindo que efeitos tardios se manifestem, sendo um deles o excesso de peso. O objetivo deste estudo foi verificar alterações no índice de massa corporal (IMC) em sobreviventes que realizaram tratamento de leucemia durante a infância. Realizou-se revisão integrativa da literatura de publicações que abordassem alterações no índice de massa corporal (IMC) em crianças sobreviventes que realizaram tratamento de leucemia, publicadas nos últimos dez anos, nas bases de dados PubMed e Scielo. Foram incluídos sete artigos de acordo com os critérios estabelecidos. Constatou-se que sobreviventes de leucemia infantil apresentam aumento significativo do Índice de Massa Corporal (IMC) quando comparado no início e após o tratamento. Há fortes indícios que o tipo e a dose dos agentes quimioterápicos, além da intensidade e região corpórea de irradiação, são fatores que podem ser relacionados às manifestações clínicas tardias dos pacientes. Assim, torna-se importante a realização de novas pesquisas, sobretudo no Brasil onde há escassez de estudos sobre o tema, a fim de compreender além das consequências clínicas em longo prazo decorrentes da doença e do tratamento oncológico, os fatores associados, e assim fornecer medidas de prevenção e controle auxiliando a melhora da qualidade de vida dessa população.

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Como Citar

Marques, N. F., & Benedetti, F. J. (2018). Excesso de peso em crianças e adolescentes sobreviventes de leucemia linfóide aguda. Disciplinarum Scientia | Saúde, 18(1), 99–109. https://doi.org/10.37777/2254

Edição

Seção

Artigos