Consumo alimentar e conhecimento nutricional de idosos praticantes de hidroginástica

Shaiana Machado Deolindo, Cristina Bragança de Moraes

Resumo


A prática de exercícios físicos é essencial em todas as fases da vida e será ainda mais importante na 3ª idade onde há uma perda de aptidão física e consequentemente risco a saúde. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o consumo alimentar, o perfil nutricional e o conhecimento nutricional de idosas praticantes de hidroginástica. Com isso, foram avaliadas 25 mulheres idosas acima de 60 anos que frequentavam um grupo de hidroginástica do Centro de Educação Física e Desporto (CEFD) da Universidade Federal de Santa Maria - RS. As idosas foram submetidas à avaliação antropométrica por meio de peso e estatura, circunferências da cintura e da panturrilha e circunferência do braço. Para avaliar o conhecimento nutricional foi utilizado um questionário validado, o qual continha quatro questões sobre a relação entre dieta e doenças, sete questões sobre o conteúdo de fibras e lipídeos nos alimentos e uma questão sobre a recomendação de porções de frutas e hortaliças que uma pessoa deveria consumir. Para avaliar o consumo alimentar foi utilizado um recordatório de 24h. Pode-se observar que a maioria da população estudada apresentou excesso de peso, apesar de 24% praticarem, além da hidroginástica, atividades como caminhadas. Com relação à escala de conhecimento nutricional, notou-se que a maioria das entrevistadas (76%) apresentou moderado conhecimento nutricional, sendo que as demais (24%) apresentaram alto conhecimento nutricional. Com relação ao consumo alimentar, as mulheres apresentaram consumo abaixo das necessidades energéticas, mas adequados em relação a distribuição de macronutrientes. Assim, sugere-se que o conhecimento nutricional das idosas possa ter sido um fator que tenha influenciado na adequação do consumo alimentar em termos de distribuição de macronutrientes, embora as dietas mostrassem inadequação calórica em sua maioria. O índice de massa corporal (IMC) e a circunferência da cintura apresentaram-se acima da normalidade para aquelas idosas com alto e moderado conhecimento nutricional, e ainda a circunferência da cintura isolada mostrou-se elevada para aqueles que possuíam um alto conhecimento em relação a nutrição.

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