Implicações do endurecimento do feixe de raios X na otimização de técnicas em radiografia de tórax
DOI:
https://doi.org/10.37779/nt.v27i3.5817Palabras clave:
Radiografia; Otimização da dose de radiação; Qualidade da imagem; Kerma; Proteção radiológicaResumen
Este estudo objetivou avaliar a modulação do feixe de raios X, por meio do aumento do kV e da redução do mAs (regra dos 15%), na dose de radiação e na qualidade de imagem (QI) em radiografias de tórax. A metodologia utilizou um fantoma semi-anatômico e quatro técnicas progressivas, incluindo a avaliação dos descritores de QI por meio de métricas quantitativas, como relação sinal-ruído (RSR), relação contraste-ruído (RCR) e contraste (CR), obtidas por análise de histograma e regiões de interesse (ROI). Os resultados mostraram redução expressiva na dose de entrada na pele (do inglês, Entrance Skin Air Kerma - ESAK), com valores de 0,284 mGy (Técnica 3) e 0,147 mGy (Técnica 4), ambos situando-se abaixo do nível de referência diagnóstico de 0,4 mGy preconizado pela IN nº 90/2021. O fator de transmissão elevou-se para 5,70% e 6,69%, respectivamente, confirmando o endurecimento do feixe com maior penetrabilidade. Na discussão, as Técnicas 3 e 4 demonstraram doses efetivas (0,076 e 0,048 mSv) inferiores à média da literatura, com a Técnica 4 sendo a mais eficiente pelo elevado valor da Figura de Mérito. Conclui-se que a modulação do feixe de raios X exerce influência mais pronunciada na redução da ESAK do que nos descritores de QI, os quais sofrem impacto menos significativo; ainda assim, o aumento da transmissão do feixe resulta em maior quantidade de informação atingindo o receptor de imagem.
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