Thaumazein: Revista Online de Filosofia
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<p>A <strong>Thaumazein</strong> é uma <strong>publicação </strong><em><strong>on-line</strong></em><strong> semestral</strong> do curso de Filosofia da Universidade Franciscana, inscrita no ISSN sob número 1982-2103, na versão <em>on-line</em> desde sua primeira edição. A publicação possui o prefixo DOI 10.37782.</p> <p>A origem da revista <em>Thaumazein</em> está diretamente associada ao Grupo de Pesquisa Dimensões do Agir Humano, do Curso de Filosofia do então Centro Universitário Franciscano. Em 2007, esse grupo era integrado por profissionais de Filosofia, Direito, Pedagogia, Teologia e Ciência Política. Naquele ano, em setembro, a revista publicou seu primeiro número, com artigos sobre Filosofia e Educação. Na época, o escopo de publicação de artigos era as Humanidades, com foco em Filosofia.</p> <p>Após 14 números publicados semestralmente, a revista alterou seu escopo especialmente para a Filosofia e Ensino, com foco em três áreas: 1) Ética e Agir Humano; 2) Educação e Ensino; 3) Espiritualidade e Pensamento Franciscano.</p> <p>O termo <em>thaumazein</em> (do grego θαυμάζειν) significa a admiração, a perplexidade e o assombro que o mundo causa. É o impulso inicial ao filosofar. Apresenta-se como um convite para saborear o conhecimento ao qual todos podem acessar.</p> <p>O Qualis da revista Thaumazein é <strong>A4</strong>.</p> <div> <span style="text-decoration-line: underline;">O acesso para submissão e publicação é gratuito.</span></div> <p><strong>- Baixe o template <a title="Template 2" href="https://docs.google.com/document/d/1N-UZ2tMUVg0hTK4UfkrA4lsGYke0lDRp3mGm6bENZgE/edit?usp=sharing">aqui</a>.</strong></p> <p><strong>- Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail: </strong><a href="mailto:thaumazein@ufn.edu.br">thaumazein@ufn.edu.br</a></p>Editora UFNpt-BRThaumazein: Revista Online de Filosofia1982-2103RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL COLETIVA: UM OLHAR SOBRE O PAPEL DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENFRENTAMENTO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5098
<p>Este ensaio acadêmico objetiva trazer à luz reflexões importantes sobre a responsabilidade de todos os membros da sociedade, com relação à tutela do meio ambiente natural. Ainda, destacar a importância da educação ambiental como ferramenta para o enfrentamento das mudanças climáticas. Trata-se de uma pesquisa exploratória, com revisão bibliográfica.</p>Adriana dos Santos SouzaAna Alice De Carli
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2025-01-142025-01-14183511610.37782/thaumazein.v18i35.5098DAR UM “ROSTO” À NATUREZA: RESPOSTA FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIAL A UMA CRISE
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5100
<p>O artigo parte da pergunta: há algum aspecto positivo advindo das calamidades climáticas atuais? A resposta é positiva, uma vez que tais calamidades podem nos despertar para a nossa (des)humanidade. Somos chamados à responsabilidade diante da crise ambiental na medida em que nos envergonhamos de nossa arbitrariedade e de nossa cumplicidade com tantos assassinatos à luz do dia. Assassinato de pessoas (entre elas, as que fazem parte dos povos originários, cuja situação faz chorar e desesperar os mais sensíveis ao problema) e da própria natureza. Estamos, de algum modo, despertando para o fato de que, por mais dependentes da natureza que sejamos, ela se nos apresenta como radical alteridade. Além das contribuições de Levinas, a filosofia existencial de Jaspers ajuda a elucidar essa tese. A natureza é tão enigmática quanto o nosso existir. Ela é uma espécie de cifra da transcendência, provocando em nós temor, inquietação e amor pela vida.</p>Marcelo Fabri
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2025-01-142025-01-141835172710.37782/thaumazein.v18i35.5100ÉTICA E MEIO-AMBIENTE: BREVE RETOMADA DE ALGUNS ELEMENTOS DA REFLEXÃO FILOSÓFICA CONTEMPORÂNEA SOBRE A QUESTÃO DA NATUREZA E DA TÉCNICA
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5102
<p>O artigo pretende concentrar-se na discussão contemporânea acerca de “ética e meio-ambiente” que tem sido abordada por vários autores da filosofia contemporânea como Martin Heidegger, Vittorio Hosle, Hans Jonas, Theodor Adorno, François Ost e outros sob diferentes perspectivas. Heidegger o faz a partir da crítica e da desconstrução da metafísica ocidental. Hosle, por sua vez, prefere analisar a questão ecológica sob o viés da filosofia política e da filosofia do direito, rejeitando algumas das linhas de abordagem adotadas por Heidegger. Jonas opta por fundamentar filosófica e metafisicamente uma ética para as futuras gerações. Adorno propõe uma reflexão sobre o domínio da natureza, seus desdobramentos sócio-históricos, vendo na arte uma outra perspectiva que não sucumbe ao domínio técnico da natureza. Ost o aborda a partir da perspectiva dialética. Levinas se situa na contramão das abordagens que propõem reconstruir a unidade perdida entre homem e natureza, vendo nessa busca de unidade a tendência ao totalitarismo ontologizante. Proponho-me confrontar os autores acima e suas propostas com o projeto filosófico de Levinas a partir de sua noção-chave de alteridade, perguntando-me se sua proposta da ética como filosofia primeira contém elementos para uma nova ética ambiental. Proponho-me buscar nas reflexões dos filósofos acima mencionados, especialmente naquelas sobre a técnica e a natureza, novos princípios de ação capazes de propor uma nova atitude do homem diante da natureza e os fundamentos de uma nova ética ambiental.</p>Ozanan Vicente Carrara
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2025-01-142025-01-141835294210.37782/thaumazein.v18i35.5102O CRIME-DESASTRE DA BARRAGEM DE FUNDÃO/MARIANA: COMO DAR NOME À MEMÓRIA DO TRAUMA?
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5103
<p>Resgatar a identidade de um povo significa revisitar sua memória, sua história e as lembranças que determinam a construção de sua identidade. O presente ensaio busca refletir sobre os impactos da mineração, suas causas, impasses e consequências na memória e na construção das identidades locais, a saber, das comunidades afetadas. Tendo em vista o rompimento ocorrido na barragem de Fundão, surgem algumas provocações ético-filosóficas, tais como: por que falar de crime-desastre e não simplesmente de desastre ou rompimento da barragem? Como dar nome a esta memória do trauma, do inexplicável? Afinal, como pensar a memória da comunidade no pós-rompimento?</p>Edvaldo Antonio de MeloMaria Elisa Silva Mendes
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2025-01-142025-01-141835436010.37782/thaumazein.v18i35.5103VIDA E COSMOS EM MICHEL HENRY: UMA COMUNIDADE AFETIVA
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5108
<p>O objetivo deste estudo é fazer uma proposição sobre a nossa relação com o meio ambiente, com a terra e o cosmos. O argumento central desse estudo está fundamentado na fenomenologia da vida de Michel Henry que propõe uma relação afetiva com a natureza. Esse argumento contrapõe a concepção técnica científica que, segundo Husserl, esqueceu do mundo da vida, da sensibilidade. Henry retoma os argumentos de Husserl, no entanto, apresenta outros como a copropriação e mostra que a nossa relação está enraizada afetivamente com a terra e não de posse. A fenomenologia da vida aponta para a mudança das nossas atitudes, especialmente para o nosso modo de relacionar-se com o meio ambiente. Exige um verdadeiro ‘salto’, uma inversão dos nossos pensamentos, crenças, hábitos, costumes e ações. Isso porque, o desenvolvimento tecnológico nos convida e instiga a ‘explorar’ a terra e esquece que ela é uma alteridade absoluta e que precisa ser amada e respeitada por todos na sua profundidade.</p>Silvestre Grzibowski
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2025-01-142025-01-141835616910.37782/thaumazein.v18i35.5108O PROBLEMA DA DESNATURAÇÃO NA BOTÂNICA DE ROUSSEAU
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5120
<p>É bastante conhecida a paixão de Jean-Jacques Rousseau pela natureza. Menos conhecido, sem dúvida, é o fato de Rousseau ter se dedicado ao estudo da botânica nos últimos anos de sua vida. O presente artigo investiga o modo como os temas da desnaturação e da monstruosidade - temas clássicos do pensamento rousseauniano - aparecem em sua reflexão sobre as plantas e o reino vegetal. Após uma breve incursão pelo segundo Discurso e pelo Emílio, nos deteremos na análise das chamadas Cartas Elementares sobre Botânica, enviadas a Madeleine-Catherine Delessert, e nas cartas enviadas a Duquesa de Portland. No primeiro conjunto de cartas encontramos a visão de Rousseau sobre as flores dobradas e a enxertia. No segundo conjunto de cartas, por sua vez, encontramos a visão de Rousseau sobre os jardins e o cultivo de plantas exóticas. Como a reflexão de Rousseau sobre a desnaturação é inteiramente debitária da leitura de Buffon, o artigo aborda também as contribuições desse autor. Concluímos com algumas reflexões sobre o estado atual de nossa tendência teratológica, bem identificada pelos autores tratados por nós ao longo do texto.</p>Victor Alexandre Garcia
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2025-01-142025-01-141835718310.37782/thaumazein.v18i35.5120A POSSIBILIDADE DE OUTROS MODOS DE EXISTÊNCIA NO MUNDO: UM DIÁLOGO SOBRE ÉTICA AMBIENTAL ENTRE HARAWAY E LEVINAS
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5121
<p>Este artigo examina a crítica de Donna Haraway ao filósofo Jacques Derrida em relação à sua incapacidade de transcender a tradição filosófica ao pensar sobre o animal como Outro. Haraway elogia Derrida por avançar além de Emmanuel Levinas, seu predecessor e amigo, ao reconhecer no animal um Outro, algo que Levinas, em sua ética da alteridade, não teria feito plenamente. A partir dessa crítica, o texto propõe investigar os pressupostos de Haraway, sua relação com os autores mencionados e a pertinência de sua crítica indireta a Levinas. O objetivo é explorar como as ideias de Haraway sobre a ética ambiental dialogam com a filosofia levinasiana, sugerindo que, embora haja divergências, a proposta ética de Levinas oferece contribuições significativas para pensar uma responsabilidade ética mais ampla, que inclua não apenas o ser humano, mas todos os seres vivos. A análise sugere que a filosofia de Haraway, ao enfatizar a ecologia e a preservação ambiental, não se opõe necessariamente à ética levinasiana, mas pode ser complementada por ela, especialmente no que diz respeito à responsabilidade por outras formas de vida no planeta.</p>Pedro Paulo Rodrigues Santos
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2025-01-142025-01-141835859710.37782/thaumazein.v18i35.5121A CATÁSTROFE QUE LOGOS SOMOS: BANALIDADE DO MAL NO ANTROPOCENO
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5127
<p>O presente ensaio tem como objetivo mobilizar o conceito de banalidade do mal de Hannah Arendt para pensar a catástrofe climática em curso. Pretendemos analisar a questão da responsabilidade e da irresponsabilidade; a quem podemos subscrever à culpa pela catástrofe? Confluindo o conceito de Arendt com as reflexões de Mark Fisher, Bruno Latour, Elizabeth Povinelli e Günther Andres, procuramos tematizar esta questão. Concluímos, por fim, que todos estamos implicados, conquanto produzidos pelo modo de produção capitalista, na catástrofe, mesmo que de modos diferenciados.</p>Ádamo Bouças Escossia da Veiga
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2025-01-142025-01-1418359911110.37782/thaumazein.v18i35.5127“TAMO JUNTO”? APROXIMAÇÕES ÉTICO-TEOLÓGICAS SOBRE A CRISE AMBIENTAL A PARTIR DA LAUDATO SI, DA FRATELLI TUTTI E DA LAUDATE DEUM
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5134
<p>O artigo oferece uma reflexão teológica sobre a atual crise ambiental gestada pela galopante soberba humana e evidenciada pelo acúmulo de bens materiais, pelo consumismo. Mas no início não era assim. O sonho de Deus representado no Paraíso criado e o mandato de submeter a terra consiste em levar adiante o seu projeto, irmanados numa convivência sem acúmulo, sem desperdícios e sem violência contra a Casa Comum, o Bem Viver. A filosofia levinasiana propõe a alteridade como ferramenta ético-filosófica para enfrentar a grande crise gerada pela visão totalitária que reduz o Outro ao Mesmo. Aplicamos esta intuição para apresentarmos o meio ambiente como outro-cósmos, expressão de uma alteridade ecológica que diz, exige eticamente: “Não matarás!”. Este grito ecoa hoje como nunca: grita o Outro-Terra, o Outro-Meio Ambiente como alteridades cósmicas, imprescindíveis e necessárias à sobrevivência humana. Tal conscientização requer uma conversão ecológica, contemplada no processo salvífico revelado por Jesus. Uma ecoespiritualidade faz-se necessária e urgente; é um chamado à responsabilidade enfatizado pelo Papa Francisco nas encíclicas Laudato Si e Fratelli Tutti, na exortação apostólica Laudate Deum em que alerta para a problemática do descuido para com a Casa Comum. Esta realidade afeta diretamente os mais vulneráveis, produz desigualdades, pobreza, injustiça. Portanto o título-convite deste texto - “Tamo junto?” - quer ser uma adesão consciente à mudança de atitudes diante da crise ambiental; juntos, conscientes de que podemos refazer a trajetória, salvando o planeta, preservando a vida.</p>Maria Joaquina Fernandes Pinto
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2025-01-142025-01-14183511212710.37782/thaumazein.v18i35.5134REPENSANDO O ANTROPOCENO
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5137
<p>O estudo parte da estrutura narrativa do filme “Mindwalk”, Bernt Amadeus Capra, em que três personagens do enredo (uma cientista, um político e um poeta) se encontram e começam a conversar sobre questões tais como a influência da tecnologia na sociedade, a diminuição da poluição e degradação da natureza. De forma parecida, o que se propõe é a interação entre três autores, três atividades e três culturas, no caso, o cientista inglês, autor da teoria Gaia, James Lovelock, depois, o filósofo francês Michel Serres, e a poeta brasileira Adriane Garcia. No caso, pretende-se mostrar como áreas e autores a princípio dispares - uma teoria científica que considera a vida como uma dinâmica estrutural que define o planeta, uma visão filosófica que busca superar as chamadas autoestradas em nome de uma visão sistêmica da relação entre o homem e a Terra, e um estilo que toma a história como chave poética - encontram-se em sintonia ante um dilema que vai do macro ao micro, de forma acentrada, tendo em conta que todas dinâmicas, todas as formas de existência são válidas ante o modelo padronizado anterior de modernidade e progresso.</p>André Luiz Pinto da Rocha
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2025-01-142025-01-14183512814210.37782/thaumazein.v18i35.5137LEVINAS: A PROXIMIDADE DO ROSTO E FUTURO DO MEIO AMBIENTE
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5140
<p>No presente artigo, tentou-se desvelar alguns princípios éticos de Emmanuel Levinas e como esses podem ser conectados à ética do meio ambiente. Abordando o conceito de infinito e sua relação com o princípio de responsabilidade; tratou-se posteriormente e especificamente da expansão do rosto e de sua restrição do conatus essendi na ética ambiental. O caráter infinito da responsabilidade, entendida como resposta a um apelo, envolve implicitamente o outro que tudo transcende, espaço e tempo. O reconhecimento de que o ser humano está interligado ao meio ambiente é crucial para a vida na sua totalidade e é fundamental para se ter consciência das consequências de nossas ações hoje. A responsabilidade pelo outro compreendida ao mesmo tempo que a alteridade se impõe e se radicaliza. Assim como o rosto do outro, hic et nunc, faz-se um chamado ético contra os egocentrismos, a natureza deve ser concebida pela alteridade próxima e estabelecer um chamado ético à responsabilidade para com outrem, cujo rosto ainda não nos é revelado e que deveria se apresentar nos comandando uma resposta, integrando o infinito em sua ética</p>Pedro CalixtoNely Medeiros da Silva
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2025-01-142025-01-14183514315610.37782/thaumazein.v18i35.5140NEOPLATONISMO E MEIO AMBIENTE: A NATUREZA COMO TEOFANIA NO NEOPLATONISMO DE ERÍGENA
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5142
<p>A conjectura sobre a relação entre homem e natureza está para além da simples reflexão teórica, ao contrário, trata-se se uma temática intrinsecamente enraizada na prática, afinal, o mundo que nos cerca não é uma mera abstração, mas uma realidade imperiosa de nossa existência. Com isso em mente, o objetivo do presente texto é o de buscar a partir da filosofia neoplatônica medieval de João Escoto Erígena maneiras de refletir sobre essa relação que nos permitam conjecturar sobre nossa condição atual enquanto humanidade diante das questões ambientais de nosso tempo. Demostrando que, longe de ser um pensamento defasado, ou preso ao seu tempo, a filosofia medieval, como toda boa filosofia, se mostra como atemporal e útil para refletir sobre questões modernas. Partindo dessa premissa de investigação, iremos trabalhar o conceito de teofania apresentado por Erígena em sua filosofia, a partir Periphyseon, estabelecendo um mundo sensível que não se faz como simples copia ou reflexo imperfeito da perfeição, mas como manifestação de um principio divino que se estabelece na criação. Dessa forma, a natureza não deve ser pensada apenas como valor material, mas como valor de manifestação. Não é um objeto que se coloca diante de nós simplesmente para ser usado e descartado, mas para ser apreciado, uma apreciação que inspira a reflexão sobre o divino, sobre aquilo que nos eleva. Nosso objetivo aqui será, portanto, refletir sobre a importância de se inspirar em uma filosofia medieval que se impõem a partir de uma relação com a natureza que se afasta da visão do mundo como um simples objeto a ser explorado e passa a tratá-lo sob uma nova óptica que o considera como objeto a ser contemplado. Que retoma a natureza a partir do seu caráter sacralizado. Dessa forma podemos questionar o caráter predatório do homem moderno sobre a natureza a partir de uma perspectiva medieval que ainda guarda muito a esclarecer.</p>Pedro CalixtoMarcus Vinicius Carnivali de Araujo
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2025-01-142025-01-14183515717010.37782/thaumazein.v18i35.5142EUDAIMONIA E MEIO AMBIENTE NO PENSAMENTO DE ROUSSEAU: HARMONIA DO SER HUMANO E A NATUREZA
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<p>O presente estudo realiza uma análise sobre a relação entre ser humano, sociedade e natureza a partir do pensamento de Jean-Jacques Rousseau; pensador europeu inserido em uma vasta tradição político-antropológica que busca compreender a existência humana, tanto em sua dimensão essencial como relacional. Neste sentido, Rousseau evidencia uma contradição: o desenvolvimento técnico e cultural, embora necessários, também podem acarretar na degradação da natureza e da essência humana. Foram escolhidas obras como Discurso sobre as Ciências e as Artes, Discurso sobre a Origem e o Fundamento da Desigualdade e Devaneios de um Passeante Solitário, justamente por permitirem examinar as consequências da alienação humana acerca de sua relação com o mundo, demonstrando, ainda, a busca por harmonia como horizonte último de satisfação. Uma posição crítica diante das relações sociais e da necessidade de estima e reconhecimento alheios. No Devaneios, por exemplo, Rousseau reflete sobre a felicidade e a relação com a natureza, que, preservada, possibilita um refúgio das pressões sociais e um encontro com o verdadeiro “eu”. Trata-se de uma crítica ao amor-próprio, à busca por posses e por honrarias; aspectos que distância a humanidade do amor-de-si e da piedade para com os outros.</p>Pedro CalixtoMarcos Antonio J. S. Leal Junior
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2025-01-142025-01-14183517118510.37782/thaumazein.v18i35.5143O CONCEITO ARISTOTÉLICO DE NATUREZA, NO COMENTÁRIO DE TOMÁS DE AQUINO, E MEIO AMBIENTE
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5131
<p>Aristóteles nos oferece uma compreensão abrangente do tema da Natureza. Por um lado, por conta de uma síntese ao recolher a contribuição de seus antecessores; por outro lado, por nos apresentá-la como substância (lunar e sublunar) que compreende todas as coisas, uma vez que ela traz em seu seio o desenvolvimento de tudo o que existe. Tomás de Aquino, então, relaciona o conceito de Natureza, logo de início, à filosofia primeira (metafísica), como substância de todas as coisas, ou seja, a substância universal.</p> <p>Para Tomás de Aquino, Deus é a “causa” eficiente por excelência que não anula as demais causas eficientes, ao contrário, as possibilita. Todas as coisas têm uma causa e, em última instância, a origem primeira, remonta-se ao Criador, que é também o fim de todas elas. Ora, se todas as coisas se movimentam em direção a um fim, este não pode ser outra coisa senão a realização das mesmas. Do contrário, seria contraditório com o Criador que é perfeito e contém em si a perfeição de todas as coisas. Cada criatura existe para o seu ato e sua própria perfeição; e todas elas existem para a perfeição do universo; e o universo todo e cada uma de suas partes ordenam-se para Deus. O agir humano, numa perspectiva aristotélico-tomista, fundamentado pela razão propicia melhores consequências que o agir sem razão. Quando o desejo do bem não está regulado pela razão, ele torna-se uma ambição desordenada.</p>José Vidal de Amorim
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2025-02-122025-02-12183518720410.37782/thaumazein.v18i35.5131O “MUNDO-DA-VIDA” E A NOSSA “CASA COMUM”: AS CONTRIBUIÇÕES DE HUSSERL E DA LAUDATO SI PARA O DEBATE ECO-AMBIENTAL CONTEMPORÂNEO
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5136
<p>O presente artigo visa discutir e analisar os pontos de convergência entre os conceitos de mundo-da-vida de Husserl e de casa comum, presente na encíclica Laudato Si, enquanto alternativas às narrativas cartesiana e científicas da modernidade, cuja consequência é engendramento de um projeto de determinação e domínio da natureza. Em primeiro lugar, o artigo apresenta o conceito husserliano de mundo-da-vida enquanto crítica à ciência europeia ancorada na suposta autonomia da razão, a partir de uma leitura da obra A crise da ciência europeia e a fenomenologia transcendental. Em seguida, ressalta o modo como a encíclica expressa a concepção de natureza enquanto casa comum, lugar no qual o ser humano mantém com o mundo uma relação intersubjetiva e de envolvimento recíprocos, numa espécie de coabitação. Por fim, reconhece a relevância da ciência como construção do espírito humano, como espaço intermediário das diferentes vozes, além de tecer considerações críticas a respeito da contribuição dada por essas noções para o debate eco-ambiental contemporâneo como contraposição à visão tecnicista e cientificista do mundo.</p>José Carlos Aguiar de SouzaJosé Ricardo Duarte
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2025-02-122025-02-12183520521810.37782/thaumazein.v18i35.5136OLHARES SOBRE A CRISE AMBIENTAL, SUAS RAÍZES E CONSEQUÊNCIAS
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5247
<p>Trata-se de uma reflexão como um sinal de comprometimento com a mudança de atitudes, de estilo de vida, de gestão ambiental e com a revisão dos paradigmas teóricos que fundamentam nossas visões de natureza e formatam nossas relações com ela, tendo em vista salvar o planeta e deixar um legado responsável para as gerações futuras.</p>Ozanan Vicente Carrara
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2025-02-202025-02-20183521922310.37782/thaumazein.v18i35.5247APRESENTAÇÃO
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5144
Ozanan Vicente CarraraJanessa PagnussatPedro CalixtoSilvestre Grzibowski
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2025-01-212025-01-21183514