https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/issue/feedThaumazein: Revista Online de Filosofia2026-04-02T10:00:35-03:00Márcio Paulo Cencithaumazein@ufn.edu.brOpen Journal Systems<p>A <strong>Thaumazein</strong> é uma <strong>publicação </strong><em><strong>on-line</strong></em><strong> semestral</strong> do curso de Filosofia da Universidade Franciscana, inscrita no ISSN sob número 1982-2103, na versão <em>on-line</em> desde sua primeira edição, pelo sistema Open Journal Systems. A publicação possui o prefixo DOI 10.37782. O Qualis (2021-2024) é A4.</p> <p>A origem da revista <em>Thaumazein</em> está diretamente associada ao Grupo de Pesquisa Dimensões do Agir Humano, do Curso de Filosofia do então Centro Universitário Franciscano. Em 2007, esse grupo era integrado por profissionais de Filosofia, Direito, Pedagogia, Teologia e Ciência Política. Naquele ano, em setembro, a revista publicou seu primeiro número, com artigos sobre Filosofia e Educação. Na época, o escopo de publicação de artigos era as Humanidades, com foco em Filosofia.</p> <p>Após 14 números publicados semestralmente, a revista alterou seu escopo especialmente para a Filosofia e Ensino, com foco em três áreas: 1) Ética e Agir Humano; 2) Educação e Ensino; 3) Espiritualidade e Pensamento Franciscano.</p> <p>O termo <em>thaumazein</em> (do grego θαυμάζειν) significa a admiração, a perplexidade e o assombro que o mundo causa. É o impulso inicial ao filosofar. Apresenta-se como um convite para saborear o conhecimento ao qual todos podem acessar.</p> <div><span style="text-decoration-line: underline;">O acesso para submissão e publicação é gratuito.</span></div> <p><strong>- Baixe o template <a title="Template 2" href="https://docs.google.com/document/d/1N-UZ2tMUVg0hTK4UfkrA4lsGYke0lDRp3mGm6bENZgE/edit?usp=sharing">aqui</a>.</strong></p> <p><strong>- Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail: </strong><a href="mailto:thaumazein@ufn.edu.br">thaumazein@ufn.edu.br</a></p> <p>- A partir de 23/09/2025 todos os artigos encaminhados passam pelo detector de plágio e inteligência artificial Plagium.</p>https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5650SUBJETIVAÇÕES POLÍTICAS NOS ESPAÇOS URBANOS2026-03-05T09:02:22-03:00Antonio Tuccia.tucci@unisa.itAntonio Justino de Arruda Netojustino.a@edu.pucrs.br<p>O texto discute a constituição de subjetivações políticas nos espaços urbanos, examinando como práticas sociais concretas reconfiguram a normatividade que estrutura a vida nas cidades. Partindo do debate sobre o “direito à cidade”, argumenta-se que a política urbana contemporânea se afirma para além da clássica lógica de inclusão e exclusão, operando uma dinâmica seletiva, instável e plural de pertencimentos. Evidencia-se que os sujeitos não preexistem à cena política, mas se constituem performativamente ao ocupar, atravessar e ressignificar o espaço urbano. As heterotopias, os atravessamentos e as práticas infragovernamentais demonstram que resistências, adaptações e agenciamentos cotidianos produzem fissuras no ordenamento urbano e nos discursos institucionalizados. Exemplos como a reinvenção dos subúrbios por imigrantes latino-americanos ou os processos de subjetivação de refugiados evidenciam formas de negociação e contraconduta que desestabilizam categorias rígidas de cidadania e identidade. Nesse contexto, a política aparece como acontecimento contingente, marcado pela emergência de singularidades capazes de deslocar a ordem policial. O urbano, portanto, configura-se como espaço privilegiado de experimentação democrática, no qual diferenças convivem, chocam-se e produzem novas possibilidades de vida comum.</p>2026-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Thaumazein: Revista Online de Filosofiahttps://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5651ALÉM DO FAUSTO E DO HYPE: SOBRE IMAGINÁRIOS E NARRATIVAS NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL2026-03-05T09:01:32-03:00Daniele Gambettadaniele.gambetta7@gmail.comAna Clara Santos Elesbãoanaelesbaos@gmail.com<p>O texto analisa criticamente os imaginários, narrativas e disputas políticas em torno da inteligência artificial contemporânea, propondo uma leitura que ultrapassa tanto o entusiasmo tecnoutópico quanto o alarmismo distópico. A partir de referências da cibernética, da sociologia da tecnologia e da economia política, o texto examina os modelos de linguagem de larga escala como dispositivos técnicos que operam fundamentalmente por recombinação estatística da linguagem, problematizando a ideia de inteligência, autonomia e neutralidade associada a essas tecnologias. O debate sobre os chamados “papagaios estocásticos” é articulado às transformações do trabalho cognitivo, às controvérsias sobre direitos autorais e às condições materiais e exploratórias que sustentam a produção da IA. Discute-se ainda o papel do hype e do animismo tecnológico na consolidação de ideologias como o TESCREAL, bem como os impactos geopolíticos da IA, a disputa em torno dos semicondutores e os conflitos regulatórios expressos no AI Act europeu. Ao mobilizar a metáfora da “caixa-preta”, enfatiza-se a necessidade de abordagens interdisciplinares e críticas capazes de reencantar politicamente a tecnologia, abrindo espaço para imaginar formas alternativas de governança, produção e uso da inteligência artificial orientadas por justiça social, ambiental e democrática.</p>2026-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Thaumazein: Revista Online de Filosofiahttps://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5652RAZÃO NEOLIBERAL, HOMO OECONOMICUS E GOVERNO EMPRESARIAL: O HOMO JURIDICUS COMO INSTRUMENTO DA GUERRA NEOLIBERAL2025-12-30T19:01:30-03:00David Barbosa Oliveiradavid.oliveira@ufc.brSylvio Gadelhasylviogadelha@uol.com.br<p>Este artigo parte da construção dos limites à soberania em sua relação com a economia e o Direito. Para tanto, a partir de uma pesquisa eminentemente bibliográfica, centra-se nas teorias mobilizadas por Michel Foucault. O homo oeconomicus surge como um conceito central neste trabalho, posto que é a partir de sua historicização que se analisarão os limites da soberania, sua relação com o conceito de homo juridicus, bem como a construção de uma nova razão de mundo. O novo homo oeconomicus do neoliberalismo não impõe limites ou destituições ao soberano, mas uma nova lógica governamental que se espalha por várias áreas do Estado, inclusive no Judiciário. Como resultado, encontra-se que o neoliberalismo promove uma disputa sobre o modelo de Estado, a qual se dá por meio dos operadores do Direito que passam a se identificar com o homo oeconomicus.</p>2026-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Thaumazein: Revista Online de Filosofiahttps://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5653DECIDIR ‘DECIDIM’: PRÁCTICAS RECURSIVAS PARA UNA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA2026-02-27T11:08:52-03:00Fátima Solera Navarrofsolera@protonmail.com<p>Decidim es una pionera plataforma que podemos definir como una infraestructura digital para la democracia participativa. Se trata de una iniciativa construida íntegra y colaborativamente con software libre y configurable para ser utilizada como una red política para la participación democrática. Sin embargo, la característica que hace aún más estimulante el estudio de la plataforma Decidim es que su gobernanza se organiza alrededor de MetaDecidim: un espacio de encuentro, un proceso y una comunidad participativa, orientada a decidir, diseñar y producir de manera colaborativa y democrática múltiples aspectos del devenir del propio proyecto. En este artículo abordo el estudio de Decidim como ejemplo de cómo se pueden trascender las prácticas extractivistas actualmente extendidas a través de una herramienta basada en software libre para las prácticas democráticas participativas, en primer lugar situando cuestiones como su definición, cómo surgió, cómo funciona y para ver qué posibilidades brinda de cara a estimular nuestra inteligencia colectiva con la intención de desbancar esas zonas muertas de la imaginación a las que los mecanismos burocráticos actuales generalmente nos conducen.</p>2026-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Thaumazein: Revista Online de Filosofiahttps://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5654REPOLITIZAR A VIDA: DIREITO E EDUCAÇÃO COMO RESISTÊNCIAS (ANTI OU CONTRA) POLÍTICAS AO NEOLIBERALISMO2026-03-05T09:00:15-03:00José Luís Ferrarojose.luis@pucrs.br<p>O artigo propõe a repolitização da vida a partir da compreensão do direito e da educação como práticas anti ou contrapolíticas como resistência à racionalidade neoliberal. Para isso, parte da distinção entre a política e o político, bem como da noção de partilha do sensível, para mostrar que ambos os campos - jurídico e educacional - não são neutros, mas arenas hegemônicas de disputa, estabilização ou subversão dos antagonismos sociais. Assim, argumenta que o neoliberalismo opera como forma de governo que captura subjetividades e desloca a política para a gestão individual, convertendo o direito em instrumento de conformidade e a educação em capital humano. Diante desse cenário, propõe compreender direito e educação como máquinas de guerra para a reativação do dissenso; reabrir o espaço público; e a criação de subjetividades capazes de reafirmar modos de vida não governáveis pela lógica competitivo-concorrencial. Assim, o direito pode funcionar como linguagem do dissenso e proteção mínima da vida; a educação, como experiência formativa que produz sujeitos capazes de disputar hegemonias. A repolitização da vida, nesse contexto, exige práticas ético-estético-políticas que reorganizem o sensível, reinventem o comum e afirmem a democracia como campo agonístico sempre inacabado. Direito e educação, tomados como contrapolíticas, tornam-se, portanto, condições de possibilidade para a sustentação de modos de existência resistentes ao neoliberalismo.</p>2026-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Thaumazein: Revista Online de Filosofiahttps://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5655FEMINISMO TRANSNACIONAL E A CRISE DO NEOLIBERALISMO: ESPAÇOS, PRÁTICAS, SUBJETIVIDADES2026-03-05T08:59:34-03:00Marianna Espositomaresposito1@unisa.itAugusto Jobim do Amaralaugusto.amaral@pucrs.br<p>O texto analisa a liberdade feminina no contexto da crise contemporânea do neoliberalismo, compreendido não apenas como doutrina econômica, mas como uma racionalidade política e moral que permeia instituições, subjetividades e formas de governo. A partir de um diálogo crítico com o debate sobre as relações entre feminismo e neoliberalismo, examina-se os processos de adaptação e captura das reivindicações feministas pelo chamado “neoliberalismo progressista”, bem como as reações conservadoras e antifeministas que emergem em cenários autoritários recentes. Sustenta-se que, após a crise de 2008, o neoliberalismo não entrou em colapso, mas se reconfigurou como governo permanente da crise, articulando austeridade, financeirização, moralização da vida social e recrudescimento patriarcal. Nesse contexto, destaca-se o caráter subversivo das práticas feministas transnacionais, especialmente na América Latina, onde a racionalidade neoliberal se impôs de forma autoritária e colonial. Ao mobilizar experiências como os feminismos comunitários, eco-territoriais e as greves feministas, a análise evidencia formas de resistência enraizadas na reprodução da vida, no cuidado e na construção de alianças transfronteiriças. Por fim, propõe-se uma concepção de liberdade feminina como prática relacional e política, irredutível à lógica do mercado, orientada pela criação de espaços comuns capazes de desafiar a hegemonia neoliberal e suas formas de dominação.</p>2026-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Thaumazein: Revista Online de Filosofiahttps://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5656TECNOLOGIAS DO GÊNERO, CONTRATECNOLOGIAS DO COMUM: ENTRE DISPOSITIVOS DE PODER E FABRICAÇÕES FEMINISTAS2026-02-27T11:04:55-03:00Renata Guadagninguadagdag@gmail.com<p>Neste artigo, buscamos compreender o gênero como uma tecnologia social e política que fabrica sujeitos, regula modos de existência e organiza desigualdades. Partindo da formulação de Teresa de Lauretis (1987; 1994), aproximamos a noção de tecnologias de gênero das governamentalidades foucaultianas, investigando como o patriarcado, a colonialidade e o neoliberalismo produzem corpos, narrativas e regimes de visibilidade. Argumentamos que o gênero não é essência ou identidade estável, mas efeito de dispositivos que atravessam materialidades e simbolismos, modulando o campo do possível e o horizonte do pensável. No plano transnacional, examinamos como o neoliberalismo reconfigura o gênero como força de trabalho e como subjetividade governável, ao capturar discursos feministas, precarizar vidas e reorganizar economias do cuidado. Em seguida, refletimos sobre as infraestruturas digitais como novas tecnologias de produção do gênero: algoritmos, plataformas e sistemas de recomendação que operam como dispositivos de poder, intensificando estereótipos, epistemicídios e violências, mas também abrindo brechas para práticas tecnopolíticas insurgentes. Por fim, discutimos o direito como tecnologia de gênero, mobilizando críticas feministas e abolicionistas para evidenciar como o sistema jurídico fabrica sujeitos e hierarquias, ao mesmo tempo em que suas margens abrigam contratecnologias de cuidado, justiça comunitária e reinvenção do comum. Concluímos que, se o gênero é produzido por tecnologias de poder, ele também pode ser reconfigurado por tecnologias de emancipação que recolocam o cuidado, a solidariedade e a justiça interseccional como fundamentos ético-políticos de futuros possíveis.</p>2026-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Thaumazein: Revista Online de Filosofiahttps://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5657GOVERNO E ACUMULAÇÃO NA ERA DO CAPITALISMO DAS PLATAFORMAS2026-01-13T07:50:58-03:00Sandro Lucesluce@unisa.itAugusto Jobim do Amaralaugusto.amaral@pucrs.br<p>O artigo analisa as transformações contemporâneas das formas de governo e dos processos de acumulação no contexto do capitalismo de plataformas, articulando uma leitura crítica da passagem da governamentalidade biopolítica para a governamentalidade algorítmica. Partindo das contribuições de Michel Foucault, compreende-se o governo não como exercício soberano do poder, mas como um conjunto de técnicas destinadas a conduzir condutas, gerir a vida e orientar comportamentos. Nesse horizonte, demonstra-se como a revolução informacional e a centralidade das plataformas digitais reconfiguram tanto os mecanismos de produção de verdade quanto as formas de exercício do poder, deslocando a vida social para um regime de cálculo permanente baseado em dados, estatísticas e algoritmos. Sustenta-se que o governo algorítmico não substitui a biopolítica, mas a radicaliza, convertendo experiências vividas em fluxos de dados abstratos e operando uma modelagem preditiva dos comportamentos. Paralelamente, examina-se a reestruturação dos processos de acumulação de valor, marcada pela captura do comum digital, pela dataficação da vida cotidiana e pela subsunção das capacidades cognitivas, afetivas e relacionais dos sujeitos. Por fim, aponta-se para a necessidade de politizar a infraestrutura digital e repensar as subjetividades como condição para a emergência de práticas de resistência frente à ordem algorítmica do poder.</p>2026-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Thaumazein: Revista Online de Filosofiahttps://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5658O CORPO DA MULHER COMO LOCAL DE CONTROLE PATRIARCAL2026-03-05T20:37:39-03:00Valeria Giordanovgiordano@unisa.itAugusto Jobim do Amaralaugusto.amaral@pucrs.br<p>O texto analisa o corpo da mulher como locus privilegiado de controle patriarcal, situado na intersecção entre práticas de governo, técnicas biopolíticas e racionalidade neoliberal. A partir da narrativa distópica de The Handmaid’s Tale, de Margaret Atwood, examina-se como dispositivos de poder transformam corpos femininos em objetos funcionais à reprodução e à gestão da vida, evidenciando dinâmicas contemporâneas de disciplina, vulnerabilidade e violabilidade. Articula-se contribuições da teoria feminista, da biopolítica e da crítica jurídica para demonstrar como dicotomias clássicas - público e privado, produção e reprodução, natureza e artificialidade - são reconfiguradas no neoliberalismo, convertendo o corpo feminino em espaço de disputa econômica, jurídica e simbólica. A análise se estende às cadeias globais de cuidado, à terceirização reprodutiva e às desigualdades transnacionais que afetam sobretudo mulheres racializadas e migrantes, revelando a persistência de formas sutis e difusas de dominação. No plano jurídico, problematiza-se a contingência histórica dos direitos fundamentais, com especial atenção aos direitos reprodutivos, discutindo-se retrocessos recentes, como a decisão Dobbs v. Jackson nos Estados Unidos, e contrapondo-os aos processos emancipatórios em curso na América Latina. Conclui-se pela necessidade de uma cultura de direitos dinâmica e performativa, capaz de desvelar a violência simbólica que naturaliza a objetivação dos corpos femininos e de reafirmar o caráter político do pessoal.</p>2026-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Thaumazein: Revista Online de Filosofiahttps://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5780APRESENTAÇÃO2026-04-02T09:54:51-03:00Evandro Pontelepontel@hotmail.comAugusto Jobim do Amaralthaumazein@ufn.edu.brAna Clara Santos Elesbãothaumazein@ufn.edu.br2026-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Thaumazein: Revista Online de Filosofia